Fundação de Bagdá

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Bagdá, antes de virar playground dos americanos procurando petróleo para suas SUVs (as caminhonetes do tipo bebedora de gasolina, que na gringolândia é considera item de primeira necessidade), foi um dos maiores centros culturais e científicos do mundo. Na época que era costume na Europa jogar as fezes pela janela da rua, Bagdá já tinha iluminação pública.

Ao contrário da maioria das cidades, que apenas vão se acumulando, Bagdá foi construída. Ao contrário das Brasílias da vida, feitas de qualquer jeito, o momento da fundação da primeira pedra foi escolhido astrologicamente pelos melhores astrólogos do califa. E, o ponto chave, esse horóscopo sobreviveu até hoje.

A esquecida arte da astrologia eletiva

Há duas artes que praticamente desapareceram no tempo: a astrologia mundana, que cuida da previsão sobre os reinos e nações, e a eletiva, que cuida da escolha do melhor momento para se empreender uma ação.

A astrologia mundana foi substituída pelo “comentário depois do fato”. A astrologia, que já teve melhores dias, hoje está presa ao mesmo pequeno papel que os economistas de televisão, dizer bobagem sobre o que todo mundo já sabe. A astrologia eletiva foi substituída por uma série de conselhos que nunca foram postos em práticas pelas pessoas que os aconselham.

Combinar as duas, e fazer uma eletiva para uma cidade ou nação, então nem se fala. O último casos que eu conheço foram a coroação da Rainha Elizabeth, elegida por John Dee, e supostamente a declaração de independência de Burma.

Falar mal é fácil

Como a astrologia eletiva é “a arte do possível”, nenhuma carta será perfeita. Você não pode esperar 2 semanas para mandar um email, cinco anos para se casar, ou três décadas para construir a cidade. Você pega o que é possível.

Por isso que um sinal de extrema descortesia e até despreparo, é criticar a carta eletiva de outro astrólogo, sem oferecer uma opção no seu lugar. Por que ? Porque toda carta é imperfeita e já sabemos disso. Elas são falhas por definição. É o dever de quem critica achar uma carta melhor !

E acredite em mim, sempre vai ter um problema. Em uma, marte vai estar angular, na outra vênus perdeu dignidade, você ajusta mais um pouco e a lua fica em quadratura com saturno, ou então o evento ficou muito próximo de um eclipse, etc, etc. Não há escapatória, e acho que isso reflete também sobre a natureza da vida, ganha-se numas, perdem-se em outras.

Como aprender eletiva

A astrologia eletiva talvez seja a mais difícil de se aprender, justamente porque não reconhecemos nossos erros. Na horária, às vezes basta alguns dias para se ter um resultado. Dos nossos erros é que aprendemos. Mas na eletiva, quando sabemos se erramos ou não ? Veja o caso de um casamento que acaba em divórcio ? A data do casamento não foi bem escolhida ou os dois eram incompatíveis? E, se a média de duração de um casamento for de 4 anos, e os dois duram 8, brigando o tempo todo, foi um sucesso ou um fracasso ?

Então uma maneira interessante parece ver as cartas que os antigos realmente fizeram. Isso é importante. Se você lê william lilly por exemplo, você vê que a maneira como ele interpreta é bem diferente da maneira como ele diz que você deveria interpretar uma carta.

A carta de Bagdá

James Holden, baseado em Al Biruni, diz que a data da construção de Bagdá, é 31 de Julho do ano 762 (no calendário Juliano). Nessa carta temos um ascendente em sagitário com Júpiter perto do ascendente.

John Frawley usa uma carta diferente, com Júpiter no Meio do céu. Como Frawley não dá referências nem justificações, ou ele cometeu um erro, ou inventou da cabeça dele.

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Curiosamente, os astrólogos modernos sequer conseguem decidir se o resultado foi afinal bom ou ruim ! Numa recente revista indiana, o autor chega ao ponto de decretar que a carta é tão ruim que os astrólogos na verdade conspiraram para derrubar o poder do califa ! Esse é um exemplo de uma teoria conspiratória um pouco extremada: “eu não entendo essa carta, eu não gosto dela, então é óbvio que eles fizeram essa carta pelos motivos errados”. Obviamente essa conclusão foi tirada através de, tcham, tcham, tcham, tcham. Plutão !

Considerando que plutão não seria conhecido pelos próximos 1000 e trocentos anos, será que os pobres astrólogos do califa escolheram, por puro acaso, uma data em que Plutão estava sentado no ascendente ? Que nada, plutão estava quietinho em escorpião, muito longe de qualquer aspecto com os ângulos da carta. Daí esperamos a sugestão de onde colocar esse maléfico moderno, já que aparentemente nem na casa 12 ele sossega (a casa 12 é uma casa “invisível”, onde todas as coisas que entram têm sua influência diminuída).

O único fator não plutoniano mencionado é a oposição de marte e júpiter retrógrado na carta. Isso “certamente” prova a conspiração.

O fato é que, como dito antes, nenhum dos astrólogos críticos sabe realmente como fazer uma eletiva para criar uma cidade ! É um conhecimento antigo e que se perdeu. Além disso não sabemos quais eram as restrições reais de tempo e recursos que eles tinham. Ao meu ver, a postura que deveríamos ter é de humildade, vendo a carta com cuidado e procurando qual foi a sua lógica e ver o que podemos aprender dela. Simplesmente dizer “eu não entendo essa carta, portanto ela é ruim”, não me parece uma postura de respeito com o conhecimento passado.

Note também que a “prova” de que a carta de Bagdá foi mal elegida é basicamente por problemas atuais, com invasões americanas e terrorismo. Ora, e os outros 1.300 anos de história ? E toda a época em que Bagdá foi a jóia do oriente, com cultura, ciência e arte, na época que os europeus morriam aos milhões por causa de seus piolhos? Aparentemente na mentalidade moderna isso não conta. Onde estará Brasília ou Washington em 1300 anos ? Provavelmente em pó!

Mistérios da Carta de Bagdá

O primeiro ponto a se analisar é Júpiter. Júpiter obviamente foi escolhido para ser o significador mais representativo de Bagdá. Ele rege o ascendente e está em conjunção ao ascendente (não temos o momento exato para saber a distância, mas está perto). Ele rege nao apenas a casa 1, mas também a casa 4 das construções e bases.

Qual é o estado de Júpiter. Júpiter está angular então pode dar 100% do que e´prometido. A qualidade do que é prometido é boa, já que júpiter está em seu próprio signo. Como o signo é masculino, júpiter é um planeta diurno, e a carta é diurna, Júpiter está em hayz e seu potencial para manifestar-se é excepcionalmente forte. Além disso, apesar de Júpiter aparecer como retrógrado, ele ainda está em seu período de estação. Principalmente na astrologia védica e helenística (que provavelmente tinham grande influencia sobre Mashalah) planetas em sua estação são muito importantes, são como grandes avisos no céu dizendo “olhe aqui primeiro”. Júpiter também recebe um positivo trígono do sol.

O grande mistério, como já mencionado, é a oposição com marte. Oposições devem ser evitadas em astrologia eletiva, principalmente com maléficos. Marte na casa 7 especificamente parece determinado a representar guerras e inimigos !

Além do mais, pareceria fácil evitar esse aspecto: esperando apenas alguns dias marte estaria se afastando da oposição com júpiter e seu poder cairia tremendamente.

Classical astrologer tenta interpretar essa oposição, mas com vários erros. Ele afirma que Júpiter não enxerga a marte porque estão em casas diferentes. Isso não tem importância no assunto, já que eles realmente estão fazendo um aspecto de oposição ! Não vai ser uma leve diferença nas casas que vai impedir esse aspecto!

Nina Gryphon pensa que o problema pode ser de pragmatismo… os astrólogos não achavam realista esperar por um reinado pacífico para uma cidade como Badgá, e já a criaram preparada para a guerra.

Uma possibilidade que eu vejo no argumento de Nina Gryphon é que uma técnica passada por Bonatti é de colocar aos planetas superiores (marte, júpiter e saturno) como representantes do seu exército, enquanto os inimigos recebem os planetas inferiores (principalmente mercúrio e vênus). Note que Bagdá fica com Júpiter e Saturno (regente da casa 2, representando seus recursos e exércitos), enquanto o inimigo genérico fica com mercúrio e vênus ! Note também que mercúrio, representante do inimigo, está peregrino, na casa 8, retrógrado, e conjunto ao nodo sul.

É possível também que eles colocassem marte na casa 7 para afligir a casa 7, mas isso eu não tenho muita certeza.

Nina Gryphon e Classical astrologer notam que o sol na casa 9, em seu próprio signo, estava em sua casa de júbilo, onde representa a religião, piedade e sabedoria. O sol também estava conjunto à estrela regulus (que hoje em dia está em 29 Leão) e que dá muito poder e fama. Houve um eclipse solar uma semana antes. É pouco claro para mim se o astrólogo estava tentando se aproveitar das energias do eclipse, ou se ele estava tentando uma eleição o mais longe possível do eclipse, e achou que uma semana fosse suficiente.

É dificil entender a posição da lua. Ela está no final de um signo no qual não tem especial poder, está num ponto crítico que é a “quadratura” aos nodos e faz um aspecto fora-de-signo de oposição a Saturno! É dificil saber aqui o que eles queriam, pois é muito diferente da prática atual ! Algumas hipóteses que tenho:

  • Eles seguiam o conselho de Dorotheus de colocar a lua crescente e também aumentando em latitude (mas Dorotheus diz para deixar ela no equador, e ela está com latitude máxima sul!)
  • Esses astrólogos ou não consideravam a oposição com saturno (por estar fora de signo), ou consideravam que a lua em libra tinha mútua recepção com saturno em touro. Mas isso contraria algumas cartas em que Mashalah considerava a recepção a partir do próximo signo, ou seja, como a lua iria para escorpião, ela teria recepção com marte, mas não com saturno…
  • Eles queriam propositadamente enfraquecer a lua, por ser significadora da casa 8 (morte e recursos do inimigo).
  • Eles queriam conectar a lua com a casa 11, e conectar esses dois a casa 7. O simbolismo seria de trazer comércio, poder ao rei, e amizades aos aliados.

Mas, como ditos antes, tudo isso é apenas especulação. Ninguém deixou a planta com as explicações!

Por último, note as partes arábicas. A parte do espirito está exatamente no MC. A parte do espirito era também chamada de parte dos reis. Talvez isso fosse uma maneira de consolidar o poder real. Há várias outras partes, como a parte da vitória, do valor, etc, que estão conjuntos a pontos importantes, como o sol, o MC, Júpiter e o ascendente !

Uma carta importante e interessante para se investigar como se fazia eletiva na prática, já que temos muito poucos exemplos do processo. Muito melhor parar e estudar com profundidade, do que sair gritando aos quatro ventos que plutão na casa 12 causou a invasao dos EUA 1300 anos depois.

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11 comments on “Fundação de Bagdá
  1. Danilo says:

    Como sempre, sua análise crpitica, e altamente argumentativa, faz de seus posts argumentos únicos, PARABÈNS!

  2. carlos rodrigues says:

    Existe um livro chamado Lal Kitab, o qual tem alguma relação com os persas (não sei qual é, provavelmente foi uma compilação feita pelos invasores na índia) e que considera a posição de Marte na casa 7 altamente benéfica, principalmente para ganhar grandes propriedades. Este livro está a ser redescuberto agora pelos hindus e segundo se diz, os seus remédios astrais são fáceis e altamente eficazes (?)

  3. carlos rodrigues says:

    Eu sei que não és astrólogo védico

    O Lal Kitab não é assunto védico, Tem relação com os árabes. De ai eu citar o livro

  4. Astrochato. says:

    Então Yuzuru, eu voltei. Estive sumido trabalhando nas minhas bibliografias, rs. Tenho melhorado minha fluência com o equipamento tradicional. Numa nova loucura me meti a fazer uma eletiva pro momento do registro em cartório do nome da futura produtora da minha irmã. Não vi ninguém cauteloso o sufiente como você. Quase cometi a loucura de reproduzir técnicas escrotas. Segui seus conselhos, e a primeira coisa que eu fiz foi mentalizar que é preciso evitar a catástrofe, e o resto é lucro. Eu tinha um período de tempo muito limitado para alocar o evento, e procurei trabalhar estritamente com o que oferecia o céu. Os dias eram 26, 27 e 28 de Janeiro, das 8h da manhã até as 18h. Respectivamente, quarta, quinta e sexta. Porém no dia 26 Saturno retrograda exaltado. Dá pra accreditar? Ainda, Mercúrio em Capricórnio. E pra piorar uma conjunção iminente do Sol em detrimento a Marte em Aquário. A Lua entrava em Escorpião neste dia também. Só me sobrava a Sexta-feira mesmo, quando o dia seria de Vênus, e a Lua então já teria entrado em Sagitário. Preferi logo entre as 8h e as 9h, porque é quando o triângulo da lua em Sagitário a Júpiter em Áries se dá aplicativo. A Vênus então no meio-céu, com a Lua ali pertinho, no signo de Júpiter, que por sua vez está na cusp. da II. Isso significa que Júpiter recebe verdadeiramente a Lua em sua casa, a dignificando muito no meio do céu. Júpiter dessa forma bonita rege o Ascendente e o Meio do céu. Tomei a pontução de dignidades essenciais do Lilly, e verifiquei que Júpiter, Vênus e a Lua além de não estarem debilitados, não estavam nas mãos (dignidades) de maléficos, principalmente Saturno, que estava retrogradando. A grande questão com que eu lidei foi que Saturno estaria retrógrado, e pronto. Era preciso colocar os ângulos nas mãos menos sujas o possível, principalmente a dez, que para uma produtora audiovisual é fundamental. O ascendente no signo das artes, e a Lua no meio do céu para dar popularidade. Vênus calha pois dá glamour, e não podemos esquecer de que também é senhora do Ascendente por Exaltação. O restante do mapa será vítima de oscilações, e mesmo esses aspectos podem não salvar a empresa. Mas é preciso estabelecer prioridades, e não prioridades esquisitas como “fazer na Lua Crescente”. Estou falando de prioridades reais. O Ascendente é o corpo do negócio. O Meio do céu, sua projeção e sucesso. E a casa II é o capital da empresa.
    Minha irmã precisa de parceiro com capital para investir (casa VIII) e de incentivos (dinheiro) do governo (casa XI). Mas, infelizmente, o maléfico maior ficou na casa VIII (maléfica). Torço pra que a exaltação de Saturno favoreça o capital dos parceiros, que pode ser um assunto delicado. Mas o capital da própria empresa, foi priorizado, entendeu? Com a casa XI, a mesma coisa. Ficou nas mão de Saturno na VIII. Uma pena, mas o poder e a popularidade foram priorizados. O Sol causa menos dano também pois há orbe suficiente ainda para que a Lua (angular e sem debilidade) lhe aplique um meigo Sextil.
    Enfim, Só te contei tudo isso, pra caso haja um erro grave, que me seja dada a chance de saber. Mas na verdade, eu fui um pouco além. Eu já havia lido seu texto sobre a fundação de Baghdad e fiquei apaixonado pelo tema em si, que na época me parecer mágico isso de Baghdad ter sido astrologicamente planejada. Com essa coisa toda da minha irmã acabei chegando àquele seu texto novamente. Eu li novamente e re-assimilei o conteúdo mas não fechei a página. Eu reproduzi o mapa exatamente como o que você postou, no meu morinus. Fiquei tentando imaginar qual o mistério contido ali. Depois de pensar muito eu tive uma idéia que me pareceu bastante plausível, mas quem sou eu pra decidir o que é plausível quando se trata de Astrologia. Eu vou dizer o que pensei, e então você me responde se faz sentido.
    Eu cheguei à conclusão de que o que foi priorizado no mapa de Baghdad foi Júpiter regente do Ascendente, no Ascendente, o Sol em uma casa em que se satisfaz, ambos domiciliados e em suas triplicidades e fazendo um triângulo de boa orbe. O Sol ainda se encontra nas Faces de Júpiter, o que somando-se ao fato de que Júpiter também é senhor da triplicidade do Fogo, então é correto dizer que Júpiter angular e domiciliado, recebe verdadeiramente o Sol.
    Para a Lua eu pensei no seguinte: Ela está ali para formar um Quadrado com Mercúrio em Câncer, para poder recêbe-lo de fato. Ela o recebe de uma casa que não tem má fama, por meio de um aspecto maior, e num signo cuja regência por triplicidade inclui Mercúrio. Mercúrio está, também, nas Faces da Lua.
    Então Júpiter e o Sol se ajudavam intimamente e harmoniosamente, e a Lua e Mercúrio, apesar do Quadrado, idem. Não seriam justamente Júpiter e Mercúrio os regentes do Ascendente e do Meio do céu, respectivamente? E em ótimo relacionamente justamente com os Luminares?
    Saturno cadente, é recebido verdadeiramente por Vênus Sucedente que por sua vez é recebida por Júpiter e pela Lua, que estão em boas condições. A Lua, especialmente se relaciona com essa recepção pois ela se dá entre dois planetas que estão em seus signos de domicílio (Vênus) e exaltação (Saturno). Magicamente ela está justamente no signo de domicilio de Vênus e de Exaltação de Saturno. São duas falsas recpecpções, uma por domicílio e a outra por exaltação. Digo falsas, pois os planetas não mantêm um aspecto maior, mas há de haver algum valor pra isso. Tenho certeza de que não há aspecto pois não havia jeito de ser perfeito sempre, e os regentes dos ângulos e os luminares haviam sido priorizados, portanto, foi possível cirar um nivel menor de dignificar pontos secundários do mapa, para que nem mesmo Saturno, que inclusive regia a riqueza da Nação, ficasse sem auxílio.
    A retrogradação não parecia incomodar os astrólogos do califa, e eu afirmo com convicção que é somente possível entender esse mapa através dos mecanismos de recepção entre planetas, que eu mesmo acho muito valioso, embora nem sempre me atente a eles.
    Outra coisa imprescindível pra entender o mapa é o sistema de casas que leva em consideração o signo inteiro, e encara Ângulos como pontos de concentração de energia dentro das casas Angulares. Eu já vinha usando somente Whole Sign Houses (WSH), como chamam na gringa, há umas semanas, e tenho ficado impressionado com o resultado. Para Baghdad não é diferente.
    Só mais uma coisa, Marte. Acredito que eles confiaram mais nesse Marte na casa VII como representante do inimigo do que no próprio regente de Gêmeos, Mercúrio. E o colocaram em oposição ao Ascendente, afirmando o Ascendente como mais poderoso da disputa. Embora o Sol esteja fazendo um sextil mais frouxo com esse Marte, Marte está nos Termos, Faces e na Triplicidade de Júpiter.
    O dia é de Marte e a Hora poderia ser a do Sol. Isso aumenta o poder solar e o poder de Marte, mas não adianta nada, pois a força do inimigo está nas mãos de Júpiter (triplicidade, termo e face). Ou seja, a nação se mantém soberana, e o que fortalece o inimigo apenas calha de fortalecer a própria Baghdad.
    Isso foram coisas que eu pensei e queria saber de fazem sentido… ok?
    É bom estar de volta. Estava com saudades. O blog continua digno, como sempre.

    Tradicionais unidos jamais serão vencidos! #)

  5. Astrochato. says:

    Quase me esqueço, a tabela de termos que utilizo é a tabela sugerida pela Astróloga Deborah Houlding, no site skyscript.co.uk. Ela disponibilizou lá um estudo que me pareceu bastante consistente sobre a tabela de termos e intuiu bastante inteligentemente as regras que regem a ordem e o tamanho dos termos. Eu acatei a sugestão dela, e a ultilizo em meu morinus.
    Inclusive gosto muito dela. O que vc acha dela?

  6. Belíssimo post. E altamente vaidosa de ter uma Carta Natal cheia de semelhanças com o que foi “um dos maiores centros culturais e científicos do mundo.” Clap Clap Clap. | Fascinante a ideia de uma Astrologia Eletiva tão poderosa| Hum. Vou gostando mais e mais disso aqui.

    • yuzuru says:

      Hoje em dia eu tenho dúvidas se a carta de Baghdah realmente tinha a intenção de ser uma “carta de fundação” ou se era uma carta destinada a acelerar o processo de construção da cidade.

  7. Livio says:

    Imagino que haja determinados detalhes importantes aqui.
    Será que existe alguma “Carta radical”, como a natividade do Califa ?
    Será que a carta foi baseado no ingresso em Áries desse mesmo ano ?

    • yuzuru says:

      Sao possibilidades.
      Eu pessoalmente tendo a pensar, hoje em dia, que a funcao da carta era de apressar uma boa construcao, e nao tanto que seja uma carta natal para todos os tempos, amen.

  8. Gabriel says:

    Yuzuru, para um planeta estar em Hayz, ele não deve, necessariamente, estar acima do horizonte?

    No site AstroFox (http://af.cpptea.com/astrofox.php) o planeta só fica em Hayz acima do horizonte.
    Também lembro que li o Rodolfo Veronese falando sobre Hayz num grupo do Facebook.

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