Duas semanas de magia planetária

Duas semanas de magia planetária

Uma dica que eu já tinha ouvido várias vezes e até tinha passado adiante era as “duas semanas de magia planetária”. Mas a verdade é que eu nunca tinha usado seriamente, para ver o que realmente acontecia. Bem, pois eu fiz e queria repassar meus resultados com vocês.

A idéia é simples. Vamos supor que você tenha um objetivo, por exemplo atrair uma pessoa para sua vida. Você vai refazer seu pedido para cada um dos 7 planetas, pedindo suas bençaoes características no dia e hora do planeta, da lua até saturno, ocupando duas semanas.

Por exemplo, na primeira segunda feira a lua rege coisas como o tempo, e é importante para que as coisas “entrem em seus lugares”. Na terça não fazemos nada. Na quarta pedimos a mercúrio seus contatos, que nossa mensagem seja enviada a todos os lados. Na sexta, dia de Venus, o pedido seria mais óbvio. No domingo, o dia do sol poderíamos trabalhar coisas como auto confiança. Começando já a segunda semana, na segunda feira não faríamos nada, na terça trabalharíamos marte, por exemplo pedindo coragem para ultrapassar obstáculos, na quinta da 2ª semana trabalhar as bênçãos de júpiter, e finalmente no sábado da segunda semana, trabalhar com saturno para superar as limitações (formulações genéricas aqui… você teria que criar seus próprios critérios).

Note que as duas semanas de petições seguiram a ordem caldeica em sentido inverso. Comecando com a lua até saturno, pulando 1 dia entre petições.

A dificuldade de fazer as coisas constantemente.

E porque eu nunca tinha feito isso antes, apesar de já ter falado sobre o tema? Pela mesma razão pela qual você comprou aquele tênis de corrida caríssimo e nunca usou. Por que certas coisas exigem mais que boa vontade.
É fácil começar a segunda feira, mas é difícil lembrar na quarta, na sexta você perdeu a hora, e no domingo você perdeu o dia…
Um dos problemas é que a magia no ocidente culto cristão europeu é uma coisa que tem duas características.
É longa e é chata.

Veja qualquer livro de esoterismo. Traçar grandes círculos no chão (com sorte feitos a giz). Fazer jejum, meditar, recitar, fazer 3 invocacoes, consagrar um circulo, meditar, recitar mais 6 cantos e agora imaginar com muita força…
Isso é bom para quem tem 20 anos, mas eu tenho um livro de astrologia hiper atrasado para terminar!
Entao que opção estou tentando?
Pequeno e constante.

Tiny habits

A opção do pequeno e constante é algo que teve um efeito significativo na minha vida.
A idéia de tiny habits é que ao invés de esperar por uma epifania (que as vezes nunca chega), você simplesmente faz uma coisa MUITO pequena HOJE.

Entao o exemplo clássico é que ao invés de decidir “vou passar fio dental de agora em diante”, você decide que “depois de escovar os dentes eu vou passar fio dental em UM dente”

Por que só um? Não é o mesmo trabalho? Eu posso passar fio dental em todos.

Se você pudesse já estaria fazendo.

Passe em apenas um, pois um o esforço é mínimo. Não há desculpa de que “estou com sono”. E depois deixe a coisa correr sozinha.

Oferendas

De acordo com o mago Jason Miller (inominandum), uma das coisas mais esquecidas na magia ocidental é que 80% dos resultados práticos (trazer dinheiro, amor, etc), podem ser conseguidos apenas por oferendas e trabalho devocional.

Nepalenses fazem ofertas a uma série de espíritos. Católicos as vezes oferecem uma vela para o santo, espíritas um copo de água para os mortos.

Segundo ele a combinação de devoção e Constancia é muito mais eficiente do que fazer aquelas amarrações de cigana de cabine telefônica.

a caridade astrologica é baseada em gratidao

a caridade astrologica é baseada em gratidao

Alguns resultados preliminares.

Eu pessoalmente não tinha nenhuma expectativa milagrosa com esse trabalho, independente de fazer uma oferenda pequena ou um grande ritual, mas os seus resultados podem variar. O que aconteceu comigo, foi mais ou menos:
Primeiro dia da lua: nada de especial em nenhum sentido. Quando passeava com os cachorros uma mulher estranha veio falar comigo. Eu, como sempre, segui o meu caminho que não gosto de falar com estranhos. Imediatamente eu tive uma sensação de que havia falhado em algum teste. Depois disso fiquei mais atento para os outros dias com coincidências significativas.

Mercurio – Marquei a entrevista com Marcos Monteiro. Pouco antes da entrevista ele cancelou porque surgiram coisas urgentes a tratar. Logo depois caiu um toró e, para variar, fiquei o resto da noite sem internet. Acabamos fazendo a entrevista na quinta-feira

venus – uma pessoa escreveu um email bem mal educado reclamando de algo que 90% das pessoas consideraria no mínimo uma minuncia, e no máximo um grande absurdo. Resisti a tentação obvia de ficar discutindo culpas e fui direto ao ponto de maneira muito cortês explicando os motivos e sem tentar justificar ou culpar.
Sol – no domingo simplesmente não pude usar a hora do sol. Peguei qualquer hora, mas fiz o trabalho. Quando estava tendo um dialogo interior de “ai, meu deus, isso não vai funcionar”, uma conclusão muito forte de que não posso reclamar das coisas que ainda não fiz.
Marte – Cair em um vídeo de youtube sobre coragem e determinação (sim, eu sei, os planetas aparentemente querem que eu faça um curso de auto ajuda).
Jupiter – a única coisa que lembro foi de tomar uma decisão de compra. Outra possibilidade seria de tentar ajudar pessoas próximas com pequenas dores de cabeça ou costas.
Saturno – ai, ai, saturno, saturno, por onde começar…
Você tem paciência para fazer esse tipo de trabalho? Se tiver interesse e quiser partilhar também sua experiência, por favor, coloque nos comentários abaixo ou, se preferir mais privacidade, me mande um email.

 

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4 comments on “Duas semanas de magia planetária
  1. Yuzuru,

    “Um dos problemas é que a magia no ocidente culto cristão europeu é uma coisa que tem duas características.
    É longa e é chata.”

    De fato demanda tempo e energia. E não é questão de vivacidade ou juventude de 20 e poucos anos que vai tornar melhor a prática. Eu digo isso porque também não é questão somente de dedicação como também de devoção ou até mesmo vocação para as artes mágicas (passar a madrugada acordado, por exemplo, exortando salmos e invocações é trabalhoso, mas puta efetivo). Vejo que se dedica bastante a Astrologia e fico feliz que tenha se lançado a prática desse experimento a revelia do que outros praticantes e estudiosos se melindram ou pouco fazem da magia astrológica, como o próprio Frawley, que simplesmente tenta descaracterizar o uso e ignora que a magia funciona e ‘ponto’. Tem o Christopher Warnock que é especializado em talismãs do Picatrix, que é uma referência na vertente.

    No geral gostei muito do seu feedback desses simples hábitos que eu não conhecia. Vou testá-los quando for oportuno e passar minhas impressões por aqui mesmo. No mais, ótimo post e fico no aguardo ansioso de outros sobre o tema.

    Abração,

    K.

    • yuzuru says:

      oi, kayque
      meu comentário nao era contra os de 20 e poucos anos 😛
      mas se é difícil aos 20 e poucos torna-se impossível mais tarde na vida. Se a única solucao é fazer longos rituais, entao simplesmente, para a maioria das pessoas, nao é uma opcao, e precisamos achar algo mais realista.
      Ah, eu nao tenho melindres. Magia planetária é um dos pilares da arte, junto com horária, eletiva, natal e mundana.
      ab

  2. livio says:

    Um presente que a Astrologia me concedeu, foi a ampliação da percepção do mundo, de maneira concreta e clara, de que existem ligações objetivas entre este mundo sublunar e algumas qualidades que participam daqui, mas também o transcendem, denominadas “planetas” (e etc – signos, casas, etc).

    O problema da polissemia me assombrou por algum tempo, mas quando sacamos, que ao invés de decorar a lista, é possível captar a essência de um “algo” apontado por cada um daquelas características, e ao mesmo tempo, que nenhuma delas o caracterizaria de forma tão completa, a ponto de prescindir da necessidade da lista – uma “saturnice”, uma “jovialidade”, uma “marcialidade”, realmente, o mundo se agiganta.

    Hoje eu acho que oração (salmo, mantra) é algo que deve ser realmente diário, e se puder, até várias vezes por dia – os muçulmanos oram cinco vezes, e não deixam de ter vida profana produtiva.

    Caridade é algo impressionante – dar esmola, especialmente pela circunstância, em geral, que eles se aproximam de você. Se importar, saber que o pedinte está lá por ele, mas talvez por você mesmo. Ele pode ser (e até é muitas vezes), tão parecido com um planeta, que é impossível deixar de reparar.

    E aí, as pequenas coincidências começam a falar com você – através do que elas simbolizam, do que elas inspiram, do sentimento que o faz ligar com elas!

    O “tiny habit”, nada mais é que um exercício da Vontade, do exercício do Livre arbítrio, de forma homeopática, e que por te libertar das desculpas e procrastinação, é empoderadora. Saber que você está com as rédeas de sua vida, nem que por um pequeno momento.

    • yuzuru says:

      Eu estava vendo um podcast de astrologia védica, Livio, e gostei de uma frase que explicava por que caridade, mantras, etc, funcionavam: “os planetas nao estao para nos punir, e sim para nos ensinar. Realizando o mantra voce está tendo o mesmo tipo de aprendizado que teria de uma maneira muito pior”

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