Por que você está comparando mapas da maneira errada.

comparando dois mapas astrais

Todos comparamos mapas. É inevitável. Não apenas na sinastria, que é a menina dos olhos dos mais adaptados ao new age, mas mesmo dentro da tradição, não podemos passar um dia sem comparar mapas. A tradição nos ensina que interpretar retornos solares sem comparar antes com o mapa natal é diversão para os desocupados.  Na astrologia eletiva também temos que comparar o momento escolhido com o mapa do indíviduo para quem escolhemos. E a rainha das comparações múltiplas sem dúvida nenhuma é a astrologia mundana, onde há um esquema de engrenagens dentro de engrenagens, em até 6 ou 7 subníveis de interpretação.

Mas como comparar na pratica? Nesse artigo você vai ver os 5 métodos para comparar dois ou mais mapas que você provavelmente NÃO está usando!




Comparando TVs

Quando eu queria comprar uma televisão nova, plana, eu entrei em todo site de internet disponível. O investimento era suficientemente grande, e a possibilidade de você comprar uma TV que tem algum problema obvio parecia assustadora para o arrependimento de consumidor.

O problema obvio era que cada televisor tem de 20 a 30 características descritas no seu manual (aspectos), e é terrível tentar comparar com outra marca. As vezes a característica não é anunciada pelo concorrente, ou em outra unidade técnica… e mesmo quando você PODE comparar, o que você prefere: televisor 1 tem 20 Ws de som, televisor 2 é ecológico e TV 3 tem internet TV.

tv

Finalmente encontrei um conveniente guia de TV que, ao contrário da maioria dos “especialistas” da internet resumiu tudo de maneira muito honesta.

– A maioria das características que os fabricantes colocam não tem nenhuma importância na qualidade da imagem. Não importa se ele colocou 50Hz e o concorrente 120.
– Compre a maior televisão possível para o tamanho de sua sala e sua faixa de preço e decoração.
Depois de ter essa chave mestre, comparar os televisores foi moleza.

Pensando fora do quadrado

Mas, como sempre, os grandes problemas na astrologia não são de técnica e sim de paradigma. Nós estamos presos dentro de nossa maneira de pensar, que por sua vez è produto de  nossa realidade atual, cheia de números e relações.

Quando olhamos uma carta e queremos comparar com outra, qual é a nosso primeiro impulso? Sejamos honestos… nós queremos pegar e realizar aspectos entre todos os pontos das duas cartas.

Entao se o sol da carta 1 está 26 de peixes, nós vamos comparar com todos os pontos da carta 2 e assim por diante, quanto mais melhor…

Não há nada errado em comparar milimetricamente  30 características em 5 televisores que voc epensa em comprar. E não há nada errado em comparar as relações entre 5 pontos astrológicos em 5 ou 6 cartas. Mas, do mesmo jeito que eu fiquei confuso com a compra da TV, a maioria dos astrólogos que usa apenas a técnica de comparar dois pontos vai imeditamente sentir o que se chama de “paralisia de análise”

foradoquadrado
“que bom, saturno está conjunto a lua. Oh não, Venus está oposto a marte, mas júpiter…”

Então abaixo nós temos as 5 outras maneiras que você esquece de usar para comparar duas cartas.
1 comparar por signo inteiro
Por que tanta ênfase em precisão. O sol dele está em 25 de peixes e a lua dela em 15 de escorpião? Considere um trígono e seja feliz.

Quando fazemos sinastrias não precisamos nos preocupar tanto com precisão. Se dois planetas se enxergam por signos inteiros, eles tem um ponjto de contato. Eles tem algo em comum, eles podem se olhar olho no olho. Aumentar a precisão não vai fazer com que eles tenham mais do que conversar. Os dois já gostam de futebol, fazer com que gostem da mesma marca de carro não vai trazer mais compatibilidade.

Mas isso não vai trazer um aumento exponencial do número de cartas compatíveis. Mais ou menos. Nenhum dos métodos mais robustos pode ser usado sozinho. Sim, olhar um aspecto por signo inteiro não vai dizer nada. Mas quando combinamos com outras técnicas grosseiras, que não são refinadas, elas acabam indo se refinando sozinhas.

Por exemplo, cerca de 3 quartos das pessoas vão ter algum tipo de aspecto como mencionado acima. Mas também podemos misturar outros fatores como por exemplo o ascendente das duas cartas conseguem se ver? E os senhores do ascendente? E as Venus são orientais ou ocidentais? A lua tem latitude alta ou baixa.
Mesmo os fatores mais genéricos, que muito mal dividem a humanidade em 50%, quando acumulados com vários outros podem formar um perfil de comparação muito bom.

2 comparar os temperamentos

Nos estudos de astro hereditariedade, eu acho surpreendente (e um pouco sonolento) todas as páginas comparando como o grau 28 de libra aparece no príncipe William, depois no sol de Diana, na lua do tio-avo, no dia que a rainha foi coroada e assim por diante…
Mas, uma coisa que eu garanto que é muito mais freqüente, e muito menos empurrada garganta abaixo, e também muito mais simples do que olhar dezenas de cartas e eventos, é comparar os temperamentos dos membros de uma família.
“Ah, eu tenho marte no ascendente do meu pai”. Parabéns. Mas às vezes basta olhar a família e ver que absolutamente todos são coléricos. Ou então, apenas a ovelha negra estará lá ressaltada.

3 comparar o planeta dominante

Não é apenas para seres humanos que podemos fazer essas comparações mais simplificadas.  Quando há um planeta extremamente dominante em um assunto, ao invés de fazer inúmeras comparações, podemos pular direto para a conclusão.
Por exemplo, vamos supor que o candidato a presidência anuncia sua candidatura num dia que tudo está relacionado a mercúrio. Ok, vamos então direto para o dia das eleições. Como está mercúrio? Se esse mercúrio estiver em quadratura com saturno, esqueça o resto da carta, você já fez sua comparação em menos de 1 minuto.

4 comparar por profecçao

Quando os antigos diziam que se devia comparar a carta natal com o retorno solar, o que as pessoas hoje em dia entendem é olhar cada ponto com cada ponto. “veja, minha Venus do retorno solar está em sesquiquadratura com quiron natal, isso significa que vou me apaixonar por uma mula”.
Aham.
Mas geralmente os antigos usavam um método muito mais simples. Pegava-se o ascendente natal e se profectava (andava um signo por ano) até o ano do RS. O planeta regente é o mais importante do mapa. Pronto, “comparamos” as duas cartas em minutos, sem necessidade de ver se plutão do retorno solar está cruzando seu ascendente.
Não que essa comparações não possam adicionar algo, mas sejamos sinceros, em 90% dos casos a única coisa que isso adiciona é dúvida.

5 comparar por antiscia

Mesmo quando estamos decididos a fazer comparação ponto por ponto, as pessoas frequentemente se esquecem da antiscia.
Enquanto o campo do new age inventa um novo aspecto por semana, um dos mais importantes raramente é ensinado em livros de “astrologia”. A antiscia. Esse aspecto oculto é a chave para um monte de relações pouco óbvias.
Na próxima vez que estiver olhando o grau 28 de uma carta e se perguntar porque ele continua reaparecendo, ao invés de procurar pela carta do primeiro beijo que você deu aos 6 anos para comparar com o nascimento do filho, tente procurar pela antiscia nas cartas dos pais.

É isso por hoje. Amanhã não esqueça de ver no youtube a entrevista que eu fiz com o tarólogo Giancarlo Schmidt!

PS: Uma outra técnica que eu nunca utilizo é de John Frawley, que usa comparaçoes por casas, que ele chama de conjunçoes mundanas. Por exemplo, se eu tenho Saturno na cúspide da casa 2 e você tem Jùpiter na casa 2, independente de signo, nós temos “algo em comum”.

Tagged with: , , , ,

Leave a Reply